segunda-feira, 4 de maio de 2009

O que tem em comum Akhenaton, a Santa Inquisição, Mao Tse e Hitler?

O quem tem em comum Akhenaton, cujo nome inicial foi Amen-hotep IV (ou, na versão helenizada, Amenófis IV), a Santa Inquisição, Mao Tse Tung e Hitler?
Para que pagar salários justos, que motivem as pessoas de talento e vocação, na vital arte de educar?
O que tem eles com a educação?
Que mundo doido... tem muito em comum!

Um dos comentários feito em meu Blog no ultimo post, Matheus Colen disse: “Deve existir uma maneira de educar a população sem dar dinheiro pra político corrupto desviar. Só assim o povo vai saber melhor em quem votar.. e vai saber cobrar melhor as atitudes dos políticos... vivemos até hoje num país repleto de currais eleitorais.”
Eu ia responder a esse comentário, mas me pareceu um assunto tremendamente importante e resolvi abrir aqui, um novo espaço para debatermos este assunto.

O quem tem em comum Akhenaton, cujo nome inicial foi Amen-hotep IV (ou, na versão helenizada, Amenófis IV), a Santa Inquisição, Mao Tse Tung e Hitler?
Eles queimavam livros que contrariavam suas ideologias e a prática do seus regimes, apesar de terem sidos vorazes leitores em sua época.
Muitos dos regimes políticos aboliram qualquer tipo de pensamento contrário a sua ideologia (ou de seus interesses escusos), pensamentos expressos por livros, filmes ou palavras. Aboliram não, desculpem, perseguiram e massacraram quem quer que se opusesse a este “ideal”.
Seja qual for o regime (exceto os realmente democráticos e maduros), a classe dominante (no Brasil a classe governante) sempre mantém o pensamento comum e ainda em voga: “Um povo instruído se torna um perigo!”
Para que pagar salários justos, que motivem as pessoas de talento e vocação, na vital arte de educar?
Sim, educar é uma arte, segundo Emanuel Kant: “Educação é uma arte, cuja prática necessita ser aperfeiçoada por várias gerações. Cada geração, de posse dos conhecimentos das gerações precedentes, está sempre melhor aparelhada para exercer uma educação que desenvolva todas as disposições naturais na justa proporção e de conformidade com a finalidade daquelas, e, assim, guie toda a humana espécie a seu destino.”

Paulo Eduardo Antunes no site Aliança pela Infância - Educar é uma arte(jun 2003), expressou de forma brilhante um pensamento que compartilho aqui:
“A sociedade contemporânea se afastou do natural, da natureza, das forças divinas e da luz. As trevas vão conquistando, diante de tanta perplexidade, espaços sagrados em nossas ruas, em nossos lares, em nossas vidas.
Cada vez mais acuada a humanidade, em desespero, se arrasta rumo a uma situação caótica e insustentável. Conscientes das nossas limitações sabemos que para colaborarmos na transformação planetária, necessitamos primeiro promover uma mudança interna, para que possamos transmutar nossos lares e ambiente de trabalho. Devemos oferecer aos nossos filhos melhores padrões de vida e formar pensamentos mais saudáveis.
Em uma ilusória falta do que fazer, os humanos se conformam em se prostrar defronte a uma caixa eletrônica, onde a frivolidade, a luxúria e incontáveis paixões ou desejos inferiores são cuspidos a cada momento, visando manipular e retro-alimentar os indivíduos para patamares infinitos de consumo, desperdício e ociosidade.”

Como o sitema é o sabotador que só alimenta os interesses do próprio sitema, ficamos a mercê de boas intensões, bons discursos de alguns poucos que lutam no planalto central a favor da educação no país, mas que na verdade não conseguem nenhuma mudança significativa.
Uma das formas que vejo, para amenizar essa carência chamada educação, afinal “a ignorância é a mãe de todas as carências”, é a movimentação da sociedade civil. Pessoas voluntárias, associações de classe, ONGs, com o intuito de ensinar o básico necessário para que se realizem mudanças significativas em nosso país.
Acredito que devam ensinar quais são os direitos e deveres que a pessoa tem como cidadão. Quem sabe de seus direitos, precisa saber também, como deve proceder para que seus direitos sejam exercidos e respeitados.
Cidadania traz poder, poder este que é exercido pelo voto, onde escolherá o representante responsável pelos seus interesses.
Duvido que quem passe fome, ao saber que seu voto, pode mudar sua própria vida, vá trocá-lo por um prato de comida de 2 em 2 anos (nos períodos de eleições).
Outra necessidade que vejo é um trabalho na base da educação familiar, sobre os valores éticos e morais.

Deixo aberto aqui um espaço para sugestões, debates de idéias e quem sabe um local para que se amadureçam soluções. Conto com pessoas que como eu, estão cansadas de reclamar!
Sidney Crivelari

Um comentário:

  1. De acordo! Sou professora, lido com jovens, ávidos de aprender o bem e o mal.
    como nós todos, aliás quando éramos como eles, rejubilando com um bom resultado escolar, mas também sentindo vitória por fumar um cigarro fora de época, às escondidas...
    Mas faltam valores que se foram perdendo desde os anos sessenta.A necessidade de emancipação forçada foi tão grande, que se embrulharam nas brumas os sentimentos de alma que construíam uma personalidade forte.
    E foi-se esfumando o sentido da honra, da verdade, do orgulho positivo, da palavra, da solidariedade....triunfa o individualismo, a corrupção, a mentira fácil, o engano premeditado...
    Estamos todos a sentir necessidade de repor a ordem, mas não com coação, a educação democrática, mas não anárquica, os valores que fazem da sociedade um meio de justiça, pela preservação do sentido colectivo, antes do egoísmo que impera, tornando-nos frívolos, materialistas, desprovidos de afectos.
    A História não se repete, mas tem mostrado ciclos semelhantes. Estamos num período de viragem. Os adultos têm agora a sua responsabilidade para que o novo ciclo, o do equilíbrio aconteça...
    "Que mundo doido"!!!
    abraço
    Meg

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