segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O TABÚ CONTRA OS NEGROS BRANCOS!


Albinismo, do latim "albus", que significa branco, é uma condição genética herdada caracterizada pela ausência de melanina na pele, olhos e cabelo, assim, pode afetar todas as raças, sem distinção.
A pura ignorância, da superstição e do preconceito social incrível, tornaram os albinos africanos pessoas marginalizadas e prisioneiras dos que acreditam que certas partes do seu corpo trazem boa sorte.

Logo após o nascimento, elas são rejeitadas. Geralmente por seus pais que os abandonam e as suas mães, que são responsabilizadas pela condição fragilizada da criança.
Eles têm dificuldade na escola para ver o quadro-negro. Professores e colegas os discriminam e insultam. Encontrar trabalho é difícil, eles são marginalizados. Sofrem problemas de visão e o sol africano inclemente lhes causa sofrimento, causando ulcerações e queimaduras. Muitos jovens morrem de câncer de pele. Não é fácil ser albino na maioria dos países africanos, muitos dos quais, particularmente nas zonas rurais, explicam a sua falta de pigmentação por uma maldição que paira sobre a família.
Existem mais albinos na África do que em qualquer outro lugar do mundo. Na verdade, os primeiros colonos portugueses os classificaram como uma raça à parte. Se na Europa a taxa de albinismo é um para cada 17.000 pessoas, na África chega a 2.000 ou 5.000, dependendo do país. Uma a cada 70 pessoas é portador do gene. Se o seu parceiro também é um portador, sua prole terá maior chance de ser albino.
Eles são "peças cobiçadas” pelas bruxas. As pernas, braços, pele, língua, e cabelos de albinos valem milhares de dólares. Os curandeiros os utilizam para "curar doenças" e para prometer fortuna. Uma das crenças africanas mais arraigadas garante que se você beber o sangue de um albino vai ganhar muito dinheiro.
O perverso ritual inclui a queima de barracos das vítimas. Os assassinos recebem, em troca, uma ou duas vacas, que lhes são dadas pelos líderes da comunidade pelo seu bom trabalho prestado.
Bibiana,  de 10 anos,  e sua irmã  Tendyebua, de 8, em um hospital de Gaita, Tanzania.
Bibiana foi amputada à noite por pessoas que acreditam que partes do seu corpo albino, usado em conjunto com outros medicamentos tradicionais, podem ajudá-los a ficar ricos em mineração e nas indústrias pesqueiras. As pessoas que atacaram e amputaram a perna de Bibiana foram presas
O presidente de associação Mwanzas Albina, Alfred Kapole, ajuda Bibiana a caminhar
É por isso que organizações internacionais abriram acampamentos especiais, onde os negros albinos podem viver com maior segurança.
Um dermatologista aplica um tratamento à base de crioterapia em uma criança albina que apresenta uma queratose actínica, uma lesão pré-cancerígena
Aqueles que conseguem sobreviver neste ambiente tão hostil, são forçados a trabalhar sob o escaldante sol africano, ficando irremediavelmente doente de câncer de pele. A média anual estimada de cerca de uma centena de assassinatos, e até agora as autoridades acreditam que, desde os anos oitenta, foram mortas mais de três mil albinos em crimes cometidos com lanças e facões.

Um negro albino chega de barco, em Tenerife, pedindo asilo para escapar dos bruxos
Um tabu que está levando o continente africano a ser culpado de um incompreensível racismo, por falta de melanina na pele, uma condição que, ante tal discriminação, é injusta e irracional.
O governo da Tanzânia proibiu o curanderismo, para impedir a caça de mais de albinos. Mas a questão é, o que acontece no resto da África? Algumas ONGs estão a trabalhar muito para chamar a atenção para estas redes criminosas.

4 comentários:

  1. Deu vontade de chorar... quando li o título, pensei em outra abordagem, jamais imaginaria que seria algo tão drástico, e tão pouco divulgado (ou eu é que sou ignorante???).
    O que se pode fazer a respeito???????
    (Muitas interrogações...)

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  2. É terrível Bel, nos desconhecemos até onde vai o preconceito, a maldade e sofrimento humano.
    O Brasil é um país abençoado...
    Todos somos ignorantes em muitas áreas de nossas vidas, mas ao transcender o limiar desta ignorância, adquirimos um poder. O poder de transmitir, alertar e sensibilizar...
    Podemos ser a voz que clama e alerta!
    Obrigado pela visita e pelo comentário
    Abraços

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  3. A estupidez humana, aliada a pouca inteligência, faz com que aconteça coisas dessa natureza. O albinismo, nada mais é do que pessoas com uma cor diferente. A característica genética, responsável pela raça de pessoas albinas, é mais uma característica da espécie humana.
    O preconceito racial contra os negros, foi combatido por muito tempo. Era errado, como é errado o preconceito contra os albinos.
    A humanidade não gosta de falar de raças, por que na história da humanidade existem muitos casos de sofrimento e abuso contra pessoas diferentes ou de raças diferentes.
    Ser albino, negro, branco, ruivo, anão, pigmeu, gigante, índio, mestiço ou qualquer outra coisa, é natural e faz parte das raças que formam a espécie humana.
    Somente quando a humanidade acabar com esses preconceitos bestas, com crendices bobas e superstições sem sentido, é que teremos paz.
    A espécie humana está evoluindo, mas se alguns religiosos bandidos e interessados em se dar bem, passam a orientar as pessoas mal, a jogar uns contra os outros, problemas simples e de fácil solução, passam a serem complicados.
    Cabe aos governos e as sociedades de classe, o papel de proteger e orientar esses grupos de pessoas, ou de raças diferentes.
    Preservar a diversidade humana é tão ou mais importante, do que preservar a diversidade de animais em extinção.
    O destino da espécie humana, dependerá de todas essas raças. Será a interação de todas elas, que no futuro dará a condição de unica espécie inteligente do planeta Terra.
    Problemas genéticos encontrados em toda a humanidade, só acabarão, quando a espécie estiver bem misturada, ou tiver alcançado uma homogeneidade só. E isso só será possível quando todos nós estivermos unidos geneticamente.
    Não será extinguindo essa ou aquela raça, essa ou aquela pessoa, só por eles serem diferente, que iremos alcançar esse objetivo.
    A origem da espécie humana ainda é controversa. Toda essa diversidade, também.
    Por milhares de anos, a humanidade tem sofrido com problemas e falta de entendimento do mundo, não será com crendices de gente burra que resolveremos nossos problemas.
    Só resolveremos os problemas da humanidade com conhecimento científico, tudo o mais é só paliativo e passageiro.

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  4. Obrigado pela sua visita e comentário Edvaldo Florentino.
    Sua observação é válida e profunda, não sei se você teve o prazer de ler “Uma gota de Sangue do sociólogo Demétrio Magnoli, publicado pela editora Contexto. Aconselho a quem quiser saber mais a respeito da história do pensamento racial, do surgimento do pensamento racista no início e nos dias atuais. Vale a pena à leitura.
    Um grande abraço

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